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Curtiss A-12 Shrike – Rareplanes 1/72


Este é o meu modelo do Curtiss Shrike construído a partir do kit em vácuo forming da extinta marca Rareplanes.

Como todo o modelo em vácuo forming foi necessária a adição de diversos detalhes não presentes no kit, como o detalhamento do interior com a adição da estrutura interna assentos, consoles e manetes, bem como reforços de plástico e massa epoxidilíca (durepoxi) em alguns pontos da fuselagem e das superfícies em função da fraca espessura do plástico.

Apesar de os modelos em vácuo serem hoje em dia uma média obsoleta, em função dos “short run” e dos modelos de resina. Os kits de algumas marcas como a Rareplanes são surpreendentes, muito acurados e se tem algum tipo de erro ele é facilmente corrigido em função da baixa espessura do plástico e da maneabilidade deste. No entanto, há a necessidade de se utilizar muitas peças provenientes da caixa de sucatas, a bequilha veio de um Avenger da Airfix, o motor Cyclone de um Curtiss Hawk da Monogram, a Hélice e a Metralhadora .50 são sobressalentes que vem com o kit do Vultee V-11 da Commando 5.

Os cabos de tensão (ou stais como preferirem) e a antena de rádio, foram reproduzidos com nylon monofilamento (elastricô) e os separadores com sprues (plástico estirado) e fios metálicos obtidos de cabos de impressora velhos. A mira foi produzida com arame de bijouteiro dobrado.

Esta máquina desconhecida para muitos, foi um dos muitos tipos de aviões de combate produzidos nos EUA em pequenas quantidades durante os anos da depressão econômica (1929-1937). O A-12 foi concebido como um avião de ataque tático dentro de um conceito que tentava aliar desempenho e capacidade ofensiva, ou seja: ser rápido o suficiente para escapar dos caças, sem grandes capacidades defensivas próprias. Um conceito que a Segunda Guerra Mundial mostrou ser equivocado. Era armado com quatro metralhadoras .50 e com uma carga útil de 220 kg de bombas.

Alguns chegaram a ser enviados aos chineses nacionalistas, mas eram bastante impopulares com as suas tripulações, em função do fraco desempenho comparado ao outros tipos de aviões de ataques empregados pelos chineses como o Gamma 2E e o V-11G. Os americanos não usaram durante a guerra o A-12 em combate, porém vários estavam estacionados em depósitos de material aeronáutico ou servindo de instrutores estáticos até 1942.

O meu modelo representa uma das aeronaves do 20th Attack Squadron uma das três unidades de ataque baseadas no Campo Weeler no Hawaii durante a segunda metade da década de 30 equipadas com este avião.

A anti-camuflagem em azul e amarelo é resultado de uma unificação dos esquemas de cores do USAAC em 1936 quando ocorriam exercícios de combate, eram aplicadas nos aviões camuflagens temporárias com pigmentos a base de água. Para representar a anti-camuflagem usei o azul 50 da Revell e o Amarelo Cromado da Model Master, o interior foi pintado de alumínio da Humbrol com algumas partes em cromato de zinco amarelo da marca Testors.

Péricles Lopes Gomide Filho (f4fwildcat@brturbo.com.br)

Fotos:    Péricles Gomide / Eduardo Petuco