Artigos IPMS Porto Alegre




Messerschmitt Bf-110G-4 Zerstörer
Martin Drewes



G9+WD – caça DIURNO, mas usado como aeronave de transporte e de cerimonial

Este é o mundialmente conhecido (em folhas de decais, livros, posters, pinturas, e na Internet) “caça noturno” de Martin Drewes. Um bonito avião, empenagem decorada com um número “25” em amarelo sombreado em preto,acima da “Ritterkreuz” (Cruz de Cavaleiro), e 22 barras brancas com diagonal preta, cada uma com uma insígnia inglesa no topo, significando vitórias noturnas sobre aviões ingleses.

Não há nenhuma antena de radar instalada no nariz, e nem o dispositivo Schräge Musik, uma vez que era usado somente para cerimônias oficiais e para transporte. Possuía o armamento de fábrica de 4 x MG 17 no nariz e 2 x MG 151 na metade inferior da fuselagem, além das MG 81Z na parte traseira da cabine.

Não foram instalados tampouco tanques extras de combustível subalares, nem casulo de canhões duplos de 20mm na `barriga` do avião. Tais equipamentos eram apenas utilizados para combate noturno.

Era todo pintado em RLM 76, com manchas muito tênues de RLM 75, em apenas em algumas áreas (isto inclusos os “spinners”; as pás da hélice eram no padrão RLM 70). A armação da cabine mantém a pintura em RLM 75.

Muitos destes aviões eram pintados inicialmente com camuflagem “splinter” em RLM 74/75 nas superfícies superiores e laterais da fuselagem, e em RLM 76 apenas nas superfícies inferiores.

Com a sobreposição de uma camada fina de RLM 76, após a mudança das diretrizes da Luftwaffe para camuflagem noturna de seus caças, causando, dependendo da habilidade do “pintor”, um surgimento suave da camuflagem antiga, por baixo da nova.

Infelizmente, para todos nós, aqui se desfaz definitivamente um mito sobre o “caça noturno G9+WD”...



G9+MD – caça NOTURNO, único usado nos combates à noite

Este sim, é o caça noturno de Martin Drewes, no qual obteve muitas de suas Abschüsse. Era um típico Messerschmitt Bf-110G-4b/R3, adaptado para uso pessoal do piloto, e suas letras código eram todas em preto, além das insígnias de nacionalidade padrão de fábrica.

Possuía o armamento de fábrica de 4 x Metralhadoras 7,92mm MG 17 (com 340 cartuchos cada) no nariz e 2 x Canhões 20mm Mauser MG 151 (com 300 cartuchos no da direita e 350 no da direita) na metade inferior da fuselagem, além das duas metralhadoras 7,92mm MG 81Z (com 800 cartuchos) na parte traseira da cabine. Estava instalado o dispositivo Schräge Musik, mas em posição distinta do padrão, ou seja, imediatamente atrás do assento do piloto, e em ângulo de 82 graus, com seis tambores contendo 37 projéteis cada.

Drewes preferia o armamento de 20mm ao de 30mm devido ao fato deste último arrancar pedaços enormes do alvo, trazendo risco para o seu avião.

Os tanques extras de combustível subalares eram utilizados (para aumentar o raio de ação em operações Zahme Sau), mas não o casulo de canhões duplos de 20mm na `barriga` do avião, pois o arrasto criado por este equipamento reduzia a velocidade do avião (algo em torno de 42 km/h), uma desvantagem, uma vez que a margem de performance frente aos bombardeiros mais avançados como o Lancaster e o Halifax MK III era pequena.

Utilizava o kit de radares FuG 220b Lichtenstein SN-2b e FuG 212 Lichtenstein C-1, para interceptação aproximada, bem como supressores de chamas nos escapamentos (padrão de fábrica).

Possuía o mesmo esquema de pintura do G9+WD, exceto sua armação de cabine, que era em RLM 76, e Drewes ordenava aos membros da equipe de terra que sempre mantivessem o avião bem polido, com isso ganhando até 40 km/h de velocidade máxima!

Infelizmente também, para todos nós, uma decoração bem vista em milhares de caças noturnos Bf-110G-4...